Dormindo com o inimigo

Todos já devem ter percebido que sou fã do Android, que é o sistema operacional para smartphones do Google. Na verdade o Android é uma plataforma completa de muito sucesso que se tornou líder no mercado sem muito marketing, ao contrário dos seus maiores concorrentes iOS, Blackberry e o Symbian, ambos da Apple, RIM e Nokia, respectivamente.

Mas, podemos dizer, que desde meados de dezembro passado venho flertando seriamente com um iPad 32GB 3g Wifi, tablet da Apple que parece um iPhone gigante com tela de 9,7 polegadas. Este meu iPad, que a esta altura já faz parte da família, foi o meu presente de aniversário que o meu sogro me deu, na verdade sogrão! 🙂

Quando vi e usei pela primeira vez um iPad achei que não iria me adaptar de forma alguma a ele, principalmente pela ausência de teclado. No meu auge da performance em frente a um teclado atingia facilmente a marca de 580 toques por minuto, sendo mais rápido digitando do que escrevendo com as mãos. Culpa do excelente curso de datilografia que existia no Senac da Avenida Matechal Floriano, no Centro do Rio de Janeiro.

Com uma base, ou um apoio, dá até para digitar com mais de dois dedos com o teclado virtual do iPad, sendo que este na posição horizontal. Mas mesmo assim me atrapalha um pouco, pois digito com os 10 dedos, e este teclado virtual do iPad não fornece a sensibilidade de um teclado real.

Com a convivência diária consegui achar uma posição melhor: deixando o iPad na posição vertical e segurando ele com as duas mãos, consigo digitar com mais facilidade usando apenas os dedões. E consigo digitar razoavelmente bem.

Com este incoveniente superado, e até um certo preconceito por um produto da Apple, pude usar kais facilmente o iPad e todos os seus recursos. E o que eu mais tenho usado é a navegação na internet. Navegar sem propósito com ele, pesquisar alguma coisa no Google ou ler aquela reportagem daquele site que você queria com o iPad se torna uma tarefa prática e prazeirosa. Como ele é relativamente leve e não tem teclado, você pode levá-lo para qualquer lugar , seja na sala, na cozinha, na varanda, no banheiro…

Outro grande recurso dele é a leitura de jornais e revistas. Ler o jornal com ele é como se tivesse lendo o mesmo jornal comprado no jornaleiro, com a vantagem de ninguém nunca bagunçar, sujar ou ficar jogado em um canto qualquer juntando poeira e sujeira.

Mas ler revista com ele é uma surpresa das boas. Vou usar como exemplo a revista Autoesporte que tem uma versão própria para o iPad. Você pode dar zoom nas fotos, tem animações para mostrar algumas funções do carro, panorâmica em 360 graus do interior do carro, link direto para os vídeos dos carros, dentre outros recursos que me fez perder a graça de ler outra publicação em papel. Uma verdadeira aplicação multimídia fácil e prazeirosa de usar.

Mas o iPad não é perfeito. Ele não roda o Android… ops! Quero dizer que ele também tem alguns probleminhas. Ainda é caro demais, parece frágil, é limitado em recursos para compartilhar arquivos com outros computadores, os programas bons geralmente são todos pagos, tem certas incompatibilidade com roteadores wifi de algumas marcas (o meu foi “premiado” com isso), e não suporta Flash, que é uma plataforma para animações, vídeos e jogos online da Adobe.

Mas no final recomendo ele para todos que desejam um segundo computador e estão pensando em um Netbook apenas para navegar na internet, acessar as redes sociais, ver vídeos do Youtube e enviar e-mails. Ou até escrever para o blog, como estou fazendo agora.

Conhece aquele ditado: “dormindo com o inimigo”? Agora eu sei como é! 😉

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