Opinião do dono: Kawasaki Versys-X 300

Esse é o primeiro artigo desta série que vou chamar de “Opinião do Dono”, onde vou publicar a mais sincera opinião que dos donos de motocicletas ou automóveis tem de seus veículos. Vamos começar com “Lucas Carrijo E. Pry Sibaldo” do grupo Kawasaki Versys-X 300 Brasil, do Facebook.

Opinião do dono: Kawasaki Versys-X 300

Primeiro tanque com a moto, 300km no total, 24km/L no computador de bordo e 23km/L na ponta do lápis. Como muitos pedem, vou fazer uma pequena avaliação no geral das primeiríssimas impressões que tive com a moto. Para comparação, tenho 1,83 e peso 115kg, e ando garupado praticamente o tempo todo. Como estou amaciando, ando no máximo a 6, 7 mil rpm, e piloto em média 60km por dia, maioria na marginal, corredor e transito pesado.

Pontos positivos:

1-Motor. O motor é muito bom, muito forte e você sente a moto “puxar”. Como ainda estou amaciando, não passo dos 6, 7 mil rpm, ou seja, não chego nem na metade do motor, mas mesmo assim dá para sentir que a moto é forte. Não senti o que falam de torque baixo, para mim que piloto que nem um tiozão e saio tranquilo de farol e etc, está mais que excelente.

2-Embreagem. Nunca tive uma moto com embreagem deslizante, então não sei se é padrão de todas as motos que tem essa tecnologia, mas a qualidade da embreagem é excelente. Diminuir em curvas, usar o freio motor, tudo melhora demais. E tirando diminuir de segunda para o neutro, a embreagem é muito precisa e firme, engata muito bem.

3-Carenagem. A carenagem da moto “abraça” as pernas do piloto. Mesmo com a minha altura, as pernas encaixam perfeitamente e não sinto nenhum vento batendo. Peguei uma chuva leve logo na primeira semana com a moto e as pernas ficaram razoavelmente secas, se comparado com outras motos que já pilotei.

4-Ciclistica. A moto anda muito bem. Deita mais do que eu esperava em curvas e consegue inclinar para desviar de obstáculos da pista com muita facilidade. A distribuição do peso também é muito boa, você não sente o peso maior ou menor na frente ou atrás, parece que toda a moto é um corpo único.

5-Estilo. A moto é linda e chama muita atenção por onde passa. Dificilmente volto para casa sem pelo menos duas pessoas perguntarem se a moto é 600cc, e ninguém acredita quando conto que é 300cc.

6-Retrovisores. Mesmo que seja completamente pessoal, eu dou muito valor a bons retrovisores em motos. Quando eu fui comprar pensei que o retrovisor seria muito pequeno, mas agora percebo que é excelente, dá uma ótima visão periférica.

Pontos negativos:

1-Bolha. Para minha altura, a bolha é muito pequena. É impossível andar com a viseira aberta acima de 30km/h, o vento vem exatamente na altura dos olhos e vem muito forte, dá até dor de cabeça.

2-Banco. O banco é duro. Tão duro quanto todos falam? Não. Mas é duro o suficiente para incomodar depois de 40km em cima da moto. Minha esposa reclamou com menos de 20km. Embora eu ache o banco original muito bonito, vou trocar por um do Pedrinho assim que possível.

3-Maneabilidade. Em contra ponto com a ciclística, que é excelente, a maneabilidade da moto, principalmente parada e abaixo de 10km/h, é ruim. A moto é grande, principalmente na frente, e é pesada, então fazer manobras muito fechadas, “quadrados”, é muito complicado, eu mesmo só não cai uma vez por que minha esposa pulou da moto e me ajudou a não deixar ela tombar. Não é uma moto para “cortar o transito” e nem para pegar corredores muito fechados. O tamanho da moto, principalmente o guidão e os retrovisores, é muito grande para passar entre alguns caminhões.

4-Vibração. Como piloto, não sinto vibração nem no guidão, nem nas pedaleiras, como muitos reclamam aqui, mas minha esposa sente muita vibração na traseira da moto, e é perceptível quando ela liga que ela vibra muito, você vê a placa vibrando. Ela não acha um incomodo grande mas perceptível, e acredito que trocando o banco, isso vai deixar de incomodar.

E é isso. Estou achando a moto excelente e comprei ela com o objetivo único de usar para viagens, já que tenho outra moto para rodar na cidade. Recomendo para todos que querem uma moto para pegar estrada e não recomendo para quem quer usar todo dia no trânsito pesado, acredito que essa não seja a proposta da moto. Agora é esperar o tempo para ver como vão ser as impressões a longo prazo!”

Por “Lucas Carrijo E. Pry Sibaldo” do grupo Kawasaki Versys-X 300 Brasil.

7 Comments on “Opinião do dono: Kawasaki Versys-X 300”

  1. Olá, gostei dos comentários, estou pensando seriamente em comprar uma, não achei em sites informações sobre as revisões, vc poderia me falar a cada quantos km que são feitas e se são muito caras?

    Obrigado

  2. Amigo, gostei do que você falou da sua moto!

    Agora me diz uma o desempenho da moto com garupa é Boa?! Ela anda bem no seu uso em rodoviário? Chega alcançar rapidamente seus 120 por km/h e manter nesta velocidade?

  3. Gostei muito dos sues comentários, estava querendo comprar uma cb 500x, mas estive falando com um proprietário de uma Versys 300 e estou mudando de ideia, mas acho que vou esperar a Versys x400, já que acredito que a Kawasaki não manterá uma linha de 300cc só para uma motocicleta. Se houver mesmo uma Versys com o novo motor das Z400 e NINJA 400 na mesma perspectiva da Versys ela poderá se aproximar da perfeição. Mesmo assim lhe sou muito grato pelos comentários,

  4. Estou com uma 300X ABS ha uns 10 meses. 6.300km rodados.

    Defeitos??? Banco duro para o piloto, o do garupa minha esposa adorou, mas a referencia dela era XT600 e Té 250 que tem bancos muito ruins para o garupa (e para o piloto também…)
    A tal da vibração que já li em vários testes, não achei tanto assim (mas para quem andava de xt600……)
    A bolha poderia ser mais alta, como a da Tourer.
    De resto, não tenho o que reclamar da moto. Bebe um pouco, mas para uma moto com motor de esportiva, não é ruim. A minha faz em torno de 22.5/23 na cidade. Na estrada, depende da empolgação, e ela empolga….

    Em alguns teste vi reclamações que ela a 100 km/h está pouco acima dos 7 mil rpm… Mas como o motor vai à 12 e corta à 13,5, não acho defeito, e sim característica.
    Enfim, para quem ver do mundo trail roots, como eu, tem que mudar bem os conceitos. Não é uma moto TRAIL. Enfrenta uma terrinha, mas não é ideal para isso. Preferia que a Kawa tivesse optado por roda 17 igual as outras versys…

    Estou feliz com a Parmerinha……

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.